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E, após a chuva branda, se instala (entala?) o cobertor de fumaça sobre o centro do belo horizonte.
Escrito por nem joão, nem zé. Viné, às 18h43
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Loucos nus passaram por aqui gritando, e eu nada compreendi das coisas sensatas que eles propalaram.
Escrito por nem joão, nem zé. Viné, às 01h37
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celebrem. prestem atenção às batidas. prestem atenção, pois em tudo há um ritmo, em qualquer coisa há batidas subjacentes. prestem atenção à percussão e à bateria. o cosmo canta seus ritmos. no inverno o sol nos olha frente, e é morno. mas não devemos olhá-lo de frente, nem quando é morno. o deus é mau, também. mas, sem ele, nada de vida. nessa época, a água passa esparsa sobre nossas cabeças, mas parece que vai encapada, que não pode precipitar. parece que falta o martelo, não tem trovão. só vento. e as pipas no ar... e nenhum papagaio.
Escrito por nem joão, nem zé. Viné, às 14h22
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O horizonte é belo, mas a gente anda é na vertical. É belo o horizonte, mas estão tapando com prédios.
Escrito por nem joão, nem zé. Viné, às 12h19
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A derrocada Muitos foram os que tentaram prognosticar o fim do rock n' roll. Não sei quem foi, nem exatamente quando, mas alguém acertou. Rock n' roll não existe já há um tempo. Desde então, houve rock; apenas rock.
Lennon disse, O sonho acabou. Houve quem dissesse que não. Sonho, por si só, adianta pouco, não é onda sonora; já rock sem sonho, não há. Rock n' roll... só se houver sonho, loucura e tristeza. Não sei mundo afora. Aqui, onde eu vivo, nunca houve rock n' roll. O rock que houve, se houve, não se ouve mais.
Escrito por nem joão, nem zé. Viné, às 14h57
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>>> azucrinarecords <<<
Escrito por nem joão, nem zé. Viné, às 01h00
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MATRIZ, [Ed. JK - subsolo]
[sabadão] 10 de janeiro
[14h +]
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isso

nas seletivas do
Grito ROCK!
[e + 5 bandas]
éééééééééé
Eliminatórias com voto popular, para o róque que em Sabará rolará, por volta do Carnaval de dois míu & nove.
Mais informações, Fórceps.
Para ouvir: isso.

Escrito por nem joão, nem zé. Viné, às 14h51
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NATAÇÃO
Pedro Ivo Soares Vergão era um menino problemático. Ele odiava tudo e a todos, inclusive a si mesmo. Sua mãe morreu no oitavo mês de gravidez, por não resistir mais aos chutes de seu filho. Era praticamente um feto Romário. Seu pai era jogador de futebol, e por isso ele chutava tão bem. E por isso também odiava esse esporte. Aos sete anos de idade, fabricou em sua casa uma bomba caseira feita à base de gordura de cachorro, e explodiu a base da arquibancada do seu colégio no dia da final do campeonatinho de futebol colegial. Torcia sempre contra o time da escola, e contra todos os outros times também. Ia muito bem no colégio, mas odiava todas as matérias. Preocupado, seu pai o obrigou a fazer tratamento psicológico. Após a quinta sessão, o seu psicólogo finalmente entendeu a revolta do menino, e se suicidou. Isso fez com que o pequeno Pedro Ivo odiasse ainda mais, se é que isso era possível. Já havia pensado em suicídio, mas se odiava tanto que achava que não valia a pena sujar as mãos com o próprio sangue. Durante a faculdade decidiu escrever um livro, na tentativa de explicar pro mundo o seu ódio. Lá no fundo ele sonhava em conhecer pessoas com o mesmo ódio que ele. Quem sabe assim ele se sentiria, pela primeira vez na vida, normal. Até que as coisas estavam indo bem, o livro estava sendo terminado - apesar do ódio que Pedro sentia por ele -, mas um grave problema havia ocorrido no pobre rapaz. Tinha sido picado por uma aranha muito estranha, meio rosa, meio verde, amarela... Os médicos todos descobriram o mais novo caso raro na medicina: Pedrinho tinha sido picado pelo bichinho da psicoatividade visceral. Pedrinho fugiu do hospital, por odiar ser objeto de estudo. O que os médicos não entendiam era que a única coisa que a doença fazia era concretizar seu ódio. Seu ódio era agora palpável, visto que depois da picada passou a ter representação física. E um dia esse ódio fugiu. Foi o maior bafafá! Mas Pedro pela primeira vez conseguiu amar. E amava tanto, mas tanto, que foi atrás do seu ódio, pois agora gostava muito dele. Foram cinco anos de procura sem sucesso. Seu ódio havia começado guerras, usinas poluidoras, correntes filosóficas e até carreira política, mas Pedrinho nunca o encontrava. Enquanto isso o amor corroía Pedrinho por dentro. Até que, no final desses cinco anos, o amor havia adentrado tanto o corpo e a mente de Pedro Ivo que ele não conseguiu viver. Explodiu em uma grande bolota de amor, e em volta dele nasceu uma sorveteria. Hoje em dia essa sorveteria traz muito amor para as pessoas que podem pagar, e seu ódio agora é simplesmente um prédio fosco, chamado "Tierra de la Platanía", onde se ensinam as crianças a nadar.
Vigil, Taucce & Cerqueira
Escrito por nem joão, nem zé. Viné, às 00h23
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Vão andando um pouco longe das minhas vistas esses tempos também. Só mesmo umas mudas, capins de chá e cana, e hortaliças aqui e ali. Esse mês teve muita pitanga docinha e vermelha, agora as mangas tão começando a amarelar, primeiro as coquinho, como de costume; daqui a pouco, espada e ubá! meu jatobá morreu... mas tem uma mixiriquinha que tá ficando viçosa, um café crescendo folhudo, e uma outra pitangueira pequena tentando catar os últimos raios do sol... alguém pôs um cidreira na frente dela, tenho que fazer infusão dele logo, sempre esqueço, pra abrir esse solzinho pra ela. os passarinhos parece que estão vindo menos aqui este ano. ano passado eu comi pitanga com o sanhaço. esse ano o sanhaço nem veio. eu gosto de ouvir ele...
Escrito por nem joão, nem zé. Viné, às 01h56
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Escrito por nem joão, nem zé. Viné, às 12h56
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isso quinta, 18 de setembro n' A Obra Rio Grande do Norte, 1168 - Savassi a partir das 22h
Escrito por nem joão, nem zé. Viné, às 13h22
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subo montanha: nasço.
Escrito por nem joão, nem zé. Viné, às 14h11
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conjunto isso toca sexta-feira, 18 de abril, às 22h no Buteco da Bio D.A. Biologia - UFMG Para ouvir, clique AQUI
Escrito por nem joão, nem zé. Viné, às 10h15
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Your Personality Is Like Marijuana
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You're laid back and easy going, so much so that taking a shower is often too much trouble for you!
Nevertheless, you're quite popular, and many people enjoy your company. You're rarely turned down.
You're prone to giggle fits, paranoia, and forgetting where you are exactly.
At your best: You're relaxed, mellow, and without a care in the world.
What people like about being around you: You're accepting, non-judgmental, and often quite insightful.
What people dislike about being around you: You can be a little too spaced out and apathetic.
How addicted people get to you: A lot, but they're having too much fun to notice.
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Escrito por nem joão, nem zé. Viné, às 13h30
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conjunto isso toca amanhã
quarta-feira, 02 de abril
n' A Obra
Rua Rio Grande do Norte, 1168 - Savassi
Para ouvir, clique AQUI
Escrito por nem joão, nem zé. Viné, às 14h52
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